Glossário

Antijamming

Resposta curta

Técnicas e equipamentos que mantêm a recepção GNSS na presença de interferência RF deliberada ou acidental. A principal abordagem em hardware é um CRPA (controlled reception pattern antenna); abordagens em software incluem filtragem em banda estreita, detecção de compressão de AGC e blanking de pulsos.

Explicação detalhada

Os sinais GNSS na antena do usuário são extraordinariamente fracos — cerca de −128 dBm em GPS L1, bem abaixo do ruído térmico. Um jammer trivialmente pequeno (sub-watt a 1 km de alcance) pode sobrepujar esse sinal e impedir que qualquer receptor GNSS adquira ou rastreie. Antijamming é o conjunto de técnicas de hardware e software que mantêm recepção utilizável apesar dessa interferência.

Antijamming em hardware: arranjos CRPA (direcionam nulos para os jammers), LNAs de alta faixa dinâmica (não comprimem sob sinais fortes em banda), front-ends resistentes à saturação, filtros notch em banda estreita (removem interferentes específicos conhecidos, como repetidores FM) e blanking de pulsos (descarta janelas de amostra que contenham jammers pulsados).

Antijamming em software: monitoramento de AGC (detecta interferência observando compressão incomum), excisão em banda estreita no domínio da frequência, validação cruzada multiconstelação e ponderação por filtro de Kalman com base no C/N₀ por satélite.

Antijamming operacional: posicionamento físico da antena (evitar linha de visada para jammers ao nível do solo, usar máscara de telhado), coast com inercial durante eventos de jamming e troca para fontes alternativas de PNT (eLoran, INS) quando o GNSS estiver negado. O CRPA baseado em DSP é o investimento de hardware com maior retorno para plataformas de alto valor.

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